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Speed dating em São Paulo: encontros para arrumar namorado em até 4 minutos

01/03/2014 Às vésperas do Dia do Solteiro, que se comemora no próximo dia 15, saiba como funciona a experiência no depoimento a seguir. Vale a pena tentar?

Aline Magalhães participa com algumas amigas de um de nossos eventos de Speed Dating e deixa suas impressões em uma matéria para a revista Criativa.

Será que é possível encontrar o amor da sua vida em apenas quatro minutos de conversa? Essa é a proposta de um Speed Dating, evento que reúne homens e mulheres em busca de relacionamentos amorosos. Em nome da curiosidade jornalística e das inúmeras reclamações das amigas que atestam que está faltando homem no mundo, resolvi ir a um desses encontros para desvendar se dá mesmo para encontrar um cara incrível em tão pouco tempo.

Me preparando para o encontro

O primeiro passo foi convencer meu namorado de que eu iria paquerar alguns caras por motivos totalmente profissionais (é, gente, eu namoro!). Ele ficou meio desconfiado a princípio, mas logo aceitou a ideia transbordando autoconfiança. Segundo ele, só teria gente estranha e eu voltaria para casa ainda mais apaixonada.

No dia, observei os conselhos dos organizadores para se dar bem no evento. São seis dicas que englobam máximas como "tenha a mente aberta", “não peça conselhos para sua amiga sobre o cara que você está a fim”, “não fale tanto sobre você” e "dê o melhor de si". Esse último item trata de ficar arrumadinha para o cara. Não vesti nada de muito especial, mas trouxe até salto para a redação e arrisquei um make no banheiro do trabalho. Arrastei duas amigas comigo e parti para o date. No caminho até o bar na Vila Madalena, onde o evento acontece, um friozinho na barriga começou a tomar conta. E se a noite fosse uma catástrofe?

  

Aline no retoque do make (Foto: Adelaide Ivánova)

A hora H

O clima de romance já dá sinais logo na entrada do bar. Um funcionário vestido de cupido (com auréola e tudo) nos deu as boas vindas. Ri tanto com a cena que consegui ficar bem relaxada para encontrar os meninos. Rolou toda uma expectativa inicial porque nós, moças, ficamos esperando o evento começar em um ambiente separado dos rapazes.

Quando a hora chegou, o cupido nos encaminhou até a "ala masculina", onde conhecemos os pretendentes. Bateu um certo desânimo. Eram 13 homens mais ou menos para 11 mulheres bonitas. Não havia nenhum Brad Pitt, uns cinco eram bem feios e dois realmente gatinhos. E tinha para os mais diversos gostos: baixo, alto, gordo, magro, moreno e loiro. Todos vestidos de maneira bem casual: jeans e camisa básica. Já as garotas estavam arrasando. Nenhuma megaproduzida, mas todas estavam com um make bacana e uma roupa para noite.

O sininho tocou e o primeiro pretendente sentou comigo. Antes de irmos ao encontro, discuti muito com minhas amigas sobre que tipos de homens frequentavam esses eventos. Seriam caras interessantes e bem resolvidos, que não tinham medo de se expor para uma mulher? Ou dotados de total falta de habilidade social, incapazes de chegar em alguém na balada? A surpresa foi boa. A maioria dos caras eram carismáticos, alguns deles gostavam tanto do evento que já estavam em sua segunda vez. O assunto geralmente girava em torno de nossas preferências e estilo de vida.

Dos 13 pretendentes, apenas dois foram extremamente chatos. Um deles conversou comigo como se estivesse me entrevistando para um emprego. "Qual seu maior defeito? E qualidade?". Uma chatice só. O outro, que infelizmente era um dos gatinhos, era incrivelmente bobo e lançou a pergunta mais sem noção da noite: “você gosta de fazer loucuras? Qual a maior loucura que você já fez?”. Oi?

Saldo final

Tive três conversas superinteressantes. Conheci um português que abandou a Europa para viver sozinho em São Paulo; um ex-jornalista que largou as redações para estudar economia, mas que, nas horas vagas, fotografa; e um cara bem gatinho e fofinho que não tinha nada de muito especial além de ser gatinho e fofinho (ah, ele era bem agradável também!). Isso comprova que quatro minutos são suficientes para identificar se você tem ou não alguma afinidade com o outro. E é um tempo excelente, já que ninguém monopoliza o encontro e nem é preciso aguentar um mala mais do que o necessário.

Fui receptiva com todos. Abri um largo sorriso até mesmo para os chatos e fiz questão de me mostrar interessada por aquilo que eles falavam. Os homens ficam superanimados quando sentem que você demonstra interesse por algo que eles gostam. No fim, a tática deu certo. Há uma ficha em que preenchemos o nível de interesse nos pretendentes. Assinalei que gostaria de ficar amiga de sete caras e recebi retorno por email de todos eles. Não dei continuidade porque já tenho um boy incrível para chamar de meu, mas, como testei e aprovei, eu atesto: você pode não encontrar o seu príncipe encantado no Speed Dating, mas certamente poderá encontrar alguém cujo o encontro possa durar bem mais do que quatro minutinhos.

Fonte: Site Revista Criativa.

12/08/2011